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Decorrência do Acordo Fernando de Noronha, a FAB recebeu em 1961 13 aeronaves P-16A (S2A na designação americana). Estas aeronaves guarneceram o NAe Minas Gerais, da Marinha, por 33 anos. Equiparam o 1º Grupo de Aviação Embarcada (1º GAE) sediado na Base Aérea de Santa Cruz. Em 1976 foram recebidos 8 S2E (P16-E na designação da FAB). Na época os P - 16 constituíram-se no mais importante e atualizado vetor da Aviação de Patrulha no Brasil. Os P-16 foram desativados em 31 Dez. 1996 e o 1º GAE em 31 Jul. 1998, sendo esta tradicional unidade transformada no 4º/7º Gp Av com aeronaves P-95. Período de utilização: 1961 – 1996 Fabricante: Grumman Aircraft Engeneering Corporation – USA Emprego: Patrulha e Anti-submarino Características: Monoplano, asa alta dobrável, bimotor * O texto abaixo sobre o P-16 é de autoria do Dr. Rudnei Cunha que gentilmente autorizou sua utilização pela ABRA-PAT. |
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Os ataques dos
submarinos alemães durante a IIª Guerra Mundial foram extremamente eficientes
e praticamente estrangularam as nações aliadas, principalmente a Grã-Bretanha.
Essa situação persistiu de 1939 a 1943 quando, com a entrada em serviço
de radares aerotransportados por aeronaves baseadas em terra, bem como
com o uso de radares em navios, as perdas alemãs passaram a ser cada
vez maiores.
Ao final da guerra, os avanços tecnológicos permitiram reduzir o tamanho dos radares de tal forma que aeronaves baseadas em porta-aviões seriam capazes de transportá-los; no entanto, tais aeronaves seriam incapazes de transportar armamento para atacar um submarino uma vez que ele tivesse sido detectado. Assim, a U.S. Navy criou o conceito "Hunter-Killer" (caçador-matador), aonde pares de aeronaves - um equipado com radar, o outro com armamento anti-submarino - seriam utilizadas em missões ASW ("Anti-Submarine Warfare"). Na Marinha norte-americana, a missão ASW consistia de: detecção, rastreamento e destruição de submarinos; proteção anti-submarina sob quaisquer condições atmosféricas a comboios e forças-tarefas; localização de alvos navais de superfície; reconhecimento aéreo; e reconhecimento tático-fotográfico após missões de ataque, para avaliação dos resultados. Ao final da década de 40, eram utilizados nessas missões os Grumman TBM-3W (caçador) e TBM-3S (matador), ambos derivados do famoso avião torpedeiro Grumman Avenger. Na década de 50, entraram em serviço os Grumman AF-2 Guardian, nas versões AF-2W (caçador) e AF-2S (matador). O conceito "hunter-killer" tinha, no entanto, uma grave deficiência: caso uma das duas aeronaves sofresse uma pane, a missão teria de ser abortada. No tocante às aeronaves então em uso, tanto os TBM-3 quanto os AF-2 eram monomotores, o que aumentava os riscos de operação. Além disso, dentro da própria U.S. Navy, o conceito era mal-visto por alguns - principalmente os pilotos de caça e ataque - que viam nele apenas um desperdício da preciosa capacidade de um porta-aviões, pois eram necessários o dobro de aeronaves para desempenhar um único tipo de missão. |
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Com esse pano de fundo,
a Grumman passou a projetar uma aeronave bi-motora, grande
o suficiente para armazenar tanto os sensores quanto o armamento necessário
à destruição do submarino, combinando em uma única célula as funções
de caçador e matador. O G-89 era uma aeronave com asa alta
e trem de pouso triciclo (o que facilitava a aterrissagem em porta-aviões),
equipada com radar (em um radome ventral, retrátil) e uma antena
retrátil MAD ("Magnetic Anomaly Detection"),
localizada na cauda, abaixo do leme. Uma baia de armamentos, à frente
do radome, permitia carregar dois torpedos anti-submarinos ou cargas
de profundidade; foguetes ou bombas podiam ser transportados em três
cabides subalares. A tripulação consistia de piloto e co-piloto, e
dois operadores de sistema. |
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Em
1962, o Departamento da Marinha redesignou os S2F-1 como
S-2A. A partir dessa versão, foram produzidos 51 US-2A,
aeronaves utilitárias que substituíram os Beechcraft C-45 e outras
até então utilizadas nesse tipo de operação. Todo o equipamento ASW
foi retirado, incluindo o radome retrátil do radar, o radome da antena
AN/APA-69 e a sonda MAD. Os tubos lançadores das sonobóias
foram mantidos, porém encobertos por uma cobertura aerodinâmica. Além
das missões utilitárias de transporte, os US-2A também desempenharam
missões de reboque de alvos para a artilharia embarcada.
Outra versão foi a S2F-1T, da qual duzentos exemplares foram construídos. Redesignados como TS-2A em 1962, foram utilizados para o treinamento de tripulações de vôo em aeronaves multi-propulsadas e de operadores de sistemas ASW. No primeiro caso, todo o equipamento ASW foi retirado das aeronaves. A versão US-2B era uma aeronave utilitária semelhante ao US-2A, porém com a capacidade de transportar até cinco passageiros, em assentos instalados na seção da fuselagem ocupada pelo equipamento ASW no S-2A. Foram construídos 75 US-2B. Alguns poucos S2F-1 tiveram sua designação alterada para S2F-1S (ou S-2B a partir de 1962) ao receberem o sistema JULIE/JEZEBEL de detecção eletrônica. JULIE era um sistema de determinação de distância por eco acústico, e JEZEBEL era um sistema de busca de eco. Mantendo os mesmos motores do S-2A, os S-2B foram pouco utilizados e substituídos por versões mais modernas do Tracker. Já a versão S2F-1S1 ou S-2F foi largamente utilizada pela U.S. Navy; caracterizava-se por transportar equipamentos ASW mais modernos, bem como uma versão atualizada do sistema JULIE. Apesar do Tracker representar uma grande evolução, ao combinar as funções caçador-matador em uma única aeronave, as primeiras versões de uso operacional - S2F-1, S2F-1S e S2F-1S1 - sofriam de uma deficiência: a baia de armamentos era insuficiente para acomodar as cargas de profundidade nucleares disponíveis na década de 50. A fim de eliminar este problema, a Grumman projetou o S2F-2 (ou S-2C), o qual tinha uma baia alargada, à esquerda da fuselagem. Outras modificações incluíam o reforço dos cabides subalares e o aumento da envergadura dos estabilizadores, de 6,81m para 8,28m. Com a entrada em serviço de outras versões, mais avançadas, do Tracker, 48 S-2C foram convertidos em US-2C, com a remoção de seu equipamento ASW e utilizados principalmente como rebocadores de alvos e como alvo para radares. Essa variante utilitária diferia das outras - US-2A e US-2B - por incluir um equipamento de reboque de alvo instalado no lugar do radome retrátil, bem como por não ter coberturas para os lançadores das sonobóias nas nacelas. O S2F-2P (ou RS-2C) foi uma versão de reconhecimento fotográfico do S2F-2. O 13º exemplar do S-2C foi modificado para receber seis câmeras, montadas na fuselagem. Entretanto, como já havia sido desenvolvido um "pod" com câmeras, que podia ser instalado em um dos cabides subalares do Tracker, decidiu-se por não se proceder a outras conversões para essa variante. Em outubro de 1960, entrou em serviço o S2F-3, o que permitiu a desativação da maioria dos S2F-1 então em uso. O S2F-3 incorporava os últimos avanços em componentes eletrônicos ASW embarcados, incluindo os sistemas JULIE/JEZEBEL, e podia carregar uma maior carga de armamentos. Externamente, a versão S2F-3 diferia das anteriores em uma série de pontos: a antena AN/APA-69 foi removida; a redução no tamanho das cargas de profundidade nucleares permitiu que se utilizasse a mesma baia de armamentos do S2F-1; a parte traseira das nacelas dos motores foi alargada, perdendo o perfil "hawkbill" e duplicando o número de sonobóias transportadas, agora 16 em cada nacela; o compartimento da tripulação foi aumentado em 45,72cm no comprimento e em 8,5cm na largura, o que permitiu também um aumento na capacidade interna de combustível e estendeu a autonomia do S2F-3 para 7h30min, uma hora a mais do que as versões anteriores; a instalação dos motores Wright R-1820-82A necessitou o aumento da tomada de ar situada acima das nacelas dos motores; as asas foram aumentadas em 91,44cm, e as pontas das asas receberam um perfil arredondado, incorporando antenas CME (contra-medidas eletrônicas). Cem exemplares foram construídos, os quais foram redesignados S-2D em 1962. Cinqüenta e quatro S-2D foram convertidos para o padrão US-2D, utilizados em missões utilitárias e de treinamento. O equipamento ASW foi retirado mas o radome retrátil e o holofote sob a asa direita foram mantidos. Sete S-2D foram convertidos em ES-2D, equipados com equipamentos eletrônicos adicionais e utilizados em áreas de testes de lançamento de mísseis, bem como para treinamento de alerta aéreo antecipado. A última versão a ser produzida pela Grumman foi o S2F-3S, 252 dos quais foram construídos. Externamente, o S2F-3S tinha uma pequena antena instalada atrás do radome retrátil do radar e uma antena laminar retrátil à frente do radome. A maior diferença residia, no entanto, nos sistemas eletrônicos. Foi instalado o sistema ASN-30, o qual substituiu o plotador ASA-13, o computador de navegação e o computador ASA-31 do sistema JULIE. O piloto automático F-1 foi substituído pelo MA-67, o qual mantinha tanto a direção quanto a altitude do vôo. O sistema MAD foi melhorado, duplicando o raio de detecção se comparado ao da versão S2F-1. Também a autonomia foi ampliada para 8h, graças a uma maior capacidade interna de combustível. Em 1962, os S2F-3S foram redenominados S-2E. Em dezembro de 1972, sessenta S-2E foram modificados para o padrão S-2G, utilizando o sistema de processamento de sinais de sonobóias AN/AQA-7 DIFAR, o mesmo instalado nos Lockheed P-3 Orion. A única mudança externa foi a instalação de um lançador triplo de marcadores de fumaça na nacela do motor direito. A partir de 1986, várias empresas - Marsh Aviation (EUA), IMP (Canadá), IAI (Israel), além da própria Grumman - passaram a oferecer um pacote de modernização dos Tracker para o padrão S-2T, remotorizando-os com motores turbo-hélice Garrett TPE-331 ou Pratt&Whitney PT-6A-67. Dois operadores militares - Argentina e Tailândia - operam aeronaves Tracker assim modernizadas. Além dessas versões, cabe citar duas outras aeronaves desenvolvidas a partir do Tracker, porém dedicadas a outras tarefas. A primeira foi o Grumman G-96, desenvolvida em 1954 para substituir os Grumman TBM-3R como aeronave "COD" ("Carrier Onboard Delivery"). Designada como TF-1 Trader e, posteriormente, como C-1A, era baseada no S2F-1, incorporando uma fuselagem abaulada no ventre, o que lhe dava o aspecto de uma baleia. O Trader podia transportar nove passageiros ou o equivalente em carga e foi retirado de serviço em 1988. Quatro exemplares foram modificados para a variante TF-1Q (EC-1A) e utilizada como aeronave de treinamento em missões CME. A segunda aeronave foi o Grumman G-117, a primeira aeronave de alerta aéreo antecipado embarcada da U.S. Navy. Ela incorporava um radar APS-82 em forma de prato sobre a fuselagem do TF-1 Trader, com uma empenagem dupla e um sistema de dobragem das asas diferente das dos Tracker/Trader; dada a localização do radome, as asas dobravam para trás. Designada como WF-2 Tracer (E-1B), 88 exemplares foram produzidos, muitos dos quais tendo servido na guerra do Vietnã. |
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O Tracker
foi também utilizado por outras nações: Argentina, Austrália, Brasil,
Canadá, Holanda, Itália, Japão, Perú, Coréia do Sul, Taiwan, Tailândia,
Turquia, Uruguai e Venezuela. Cinco dessas - Argentina, Austrália, Brasil,
Canadá e Holanda - os empregaram a partir de porta-aviões.
Os 99 Tracker canadenses foram produzidos sob licença pela de Havilland Aircraft of Canada, sendo conhecidos como CS2F-1 e CS2F-2 (ou CP-121 a partir de 1968). Foram utilizados a partir de 1957 pelos esquadrões VS-881 e VS-880 da Royal Canadian Navy, a partir do porta-aviões HMCS Bonaventure. Os Tracker canadenses diferiam dos aviões produzidos pela Grumman em dois aspectos: eram 45cm mais baixos, de forma a poderem ser hangarados no HMCS Bonaventure, e tinham uma pequena antena quadrada para o AS-133/APX no lugar da APA-69. Os Tracker foram utilizados em missões ASW até 1973, quando passaram a efetuar missões de vigilância marítima, com a remoção de todo o equipamento ASW. Foram retirados de serviço em 1988. A Royal Australian Navy adquiriu da Grumman, em 1967, 14 S-2E. Em 1976, um incêndio em um hangar destruiu 9 dos restantes 13 S-2E (um havia sido perdido em operação no HMAS Melbourne). Em conseqüência, 16 S-2G ex-U.S. Navy foram adquiridos em 1977. Os Tracker australianos foram utilizados até 1984. |
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A FAB foi a única
Força Aérea, até hoje, a operar embarcada em porta-aviões, e o fez
com o Tracker. Essa característica ímpar tem suas origens na
própria formação da FAB; até 1941, tanto o Exército Brasileiro
quando a Marinha do Brasil (MB) tinham suas aviações
distintas, a Aviação Militar e a Aviação Naval. Em janeiro
daquele ano, com a criação do Ministério da Aeronáutica (MAer),
tanto o Exército como a Marinha perderam suas aviações,
cujos material e pessoal (em sua quase totalidade) foram transferidos
para a nova Força Aérea Brasileira. Com o final da IIª Guerra
Mundial, a MB tentou reinstituir sua aviação. Porém, encontrou
resistências, dada que a criação do MAer colocava sob o controle
da FAB toda e qualquer aeronave militar. |
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Com essa estrutura, o 1º
Esquadrão do 1º GAE foi a Unidade designada para operar os
Tracker, tendo como base terrestre a Base
Aérea de Santa Cruz - BASC. Desde sua ativação, em novembro
de 1958, o 1º GAE operava um conjunto de aeronaves North-American
B-25, North-American T-6D e Bell H-13J, em caráter
temporário. Em julho de 1961, o 1º Esquadrão recebeu seus primeiros
S2F-1, designados como P-16 na FAB,
treze dos quais foram adquiridos diretamente da Grumman. Os P-16
tinham a porção traseira do radome da antena AN/APA-69 pintada
em vermelho.
Continuavam, no entanto, as dificuldades de entendimento entre a FAB e a MB. Apesar de o "Minas Gerais" encontrar-se em operação desde 12 de dezembro de 1960, após as modificações sofridas em estaleiros holandeses, a MB proibia a operação de aeronaves da FAB a partir do porta-aviões. Esse impasse só foi resolvido quando o presidente Castelo Branco assinou o decreto-lei nº 55627, em 26 de janeiro de 1965, pelo qual permitia o restabelecimento da Aviação Naval, limitada ao uso de helicópteros. Com esse arranjo, os P-16 puderam iniciar suas operações a partir do "Minas Gerais". Já o 1º GAE perdeu o seu 2º Esquadrão, pois os seus helicópteros (do tipo Sikorski SH-34J) foram transferidos à MB, como parte do acordo presidencial. |
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Em
22 de junho de 1965, o então Cap.-Av. Antonio Claret Jordão realizou
o primeiro pouso no "Minas Gerais", pilotando
o P-16 7021. Cinco P-16 foram perdidos em acidentes entre
1961 e 1980, dois dos quais a bordo do porta-aviões.
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Em
1974, foi adquirido um lote de oito aeronaves S-2E, a partir
de estoques da U.S. Navy, a um custo de US$93.000,00 cada. A
compra dessas aeronaves, designadas como P-16E, trouxeram duas
modificações à frota de P-16 já existente: os Tracker
do primeiro lote foram re-designados P-16A, e oito deles foram,
ao longo dos anos, sendo convertidos para o padrão UP-16, semelhante
aos US-2B, com todo o equipamento ASW removido e capacidade
de transporte de até cinco passageiros. A chegada dos P-16E levou
à reativação do 2º Esquadrão do 1º GAE, o qual passou
a operar os P-16A e UP-16, em missões de treinamento e
transporte, enquanto os P-16E foram utilizados pelo 1º Esquadrão.
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Além das
operações junto à MB, os P-16 da FAB operaram também
a partir dos porta-aviões norte-americanos USS Randolph (CVS-15)
e USS America (CV-66); participaram também das operações conjuntas
"ARAEX", com a Armada Argentina. Cabe citar
uma missão certamente rara e talvez única de utilização dos Tracker
no mundo, quando, em 5 de junho de 1974, foi realizado um salto de pára-quedistas
do PARASAR (unidade de elite da FAB), a partir
dos P-16 7017 e 7021.
Entre 1976 e 1988, a FAB adquiriu outros seis S-2E; denominados P-16 logísticos, foram utilizados para fornecerem peças para os demais Tracker em uso. |
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Em
1988, a FAB deu início ao processo de conversão dos P-16E
para o padrão S-2T. A empresa canadense IMP foi a vencedora
da licitação para o trabalho de conversão e, em 6 de fevereiro de 1989,
o P-16E 7036 levantou vôo da BASC, com destino a Halifax,
Canadá, para tornar-se o primeiro P-16H da FAB. A conversão
previa a substituição dos veteranos motores a pistão Wright R-1820-82C,
de 1525HP, pelos turbo-hélices Pratt&Whitney PT6A-67CF
de 1650SHP, girando hélices pentapás. Em 14 de julho de 1990
o 7036 realizou seu primeiro vôo de teste. Foi transladado para
o Brasil ao final do ano, ainda ostentando a designação P-16E na
cauda, chegando à BASC em 24 de dezembro de 1990, após 33h40min
de vôo.
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Nos dias 21 e 22 de março
de 1991, o 7036 fez seus primeiros testes a partir do "Minas
Gerais", o que incluiu três arremetidas, três toques-e-arremetidas,
seis pousos, duas catapultagens e três decolagens livres. Infelizmente,
vários problemas - a nível técnico e de gerenciamento - assolaram o
projeto P-16H, tanto pela inexperiência da IMP na conversão
(ao contrário da Marsh Aviation e da IAI), como pela crônica
falta de recursos destinados à FAB. Com isso, o projeto, que
previa a conversão de doze exemplares do P-16E, a um custo total
de CND$40 milhões, foi cancelado em 1996.
Isso soou como o canto de morte dos P-16. Em 13 agosto de 1996, foi realizado o último vôo operacional a partir do "Minas Gerais", pela aeronave P-16E 7034, tendo pousado na BASC. No dia seguinte, o 7034 decolou da BASC para uma missão de esclarecimento marítimo e vetoramento de alvos para os helicópteros SH-3A da MB. Após três horas de duração, a missão terminou com o pouso no "Minas Gerais", e com ela encerrou-se a operação dos Tracker a partir do porta-aviões. Ao pousar, o 7034 teve uma pane de motor, e só voltou a voar em 9 de outubro de 1996, quando foi catapultado pela última vez do "Minas Gerais". As operações do P-16 na FAB encerraram-se no dia 30 de dezembro de 1996, quando a tripulação composta pelo Ten.-Av. Phelipe, Maj.-Av. Adonil, Sgt. Thiesen e Sgt. Gelson transladou o P-16E 7037 da BASC até o Museu Aeroespacial - MUSAL, no Campo dos Afonsos. Além do 7037, o MUSAL abriga o P-16A 7016, o qual foi transladado em vôo no dia 23 de agosto de 1995, quando cessaram as operações dos P-16A na FAB. Outro Tracker conservado para exposição é o P-16E 7032, o qual encontra-se na BASC. Outros dois (um deles sendo o 7034) foram adquiridos pela empresa de transporte aéreo TAM para exposição em seu museu em Americana/SP. Excetuando-se os dez Tracker perdidos em acidentes durante os 37 anos de operação do tipo pela FAB, e os cinco preservados, 12 encontram-se estocados no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo - PAMA/SP. * O autor agradece ao Cel.-Av. A. Camazano A., Sgt. L. Thiesen e Sr. J.L. Casella pela colaboração na preparação dessa página. |
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FROTA
DOS P-16A/P-16E/UP-16/P-16H DA FAB
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Matrícula
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c/n
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BuNo
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Entrega1
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Observações
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P-16A
7014
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743
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149037
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20/DEZ/61
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"written-off"
03/SET/69 – pane de motor e pouso no mar
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P-16A
7015
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744
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149038
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28/DEZ/61
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convertido
UP-16 em 1987 – estocado no PAMA/SP
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P-16A
7016
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745
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149039
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04/JAN/62
|
preservado
MUSAL 23/AGO/95
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P-16A
7017
|
746
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149040
|
29/DEZ/61
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convertido
UP-16 em 1980 (manteve designação "P-16" na deriva) – "written-off"
04/JUN/88 em Salvador/BA
|
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P-16A
7018
|
747
|
149041
|
02/JAN/62
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"written-off"
15/DEZ/81 durante pouso na BASC
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P-16A
7019
|
748
|
149042
|
12/JAN/62
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"written-off"
23/JUN/64 Lagoa dos Quadros, Osório/RS
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P-16A
7020
|
749
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149043
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04/JAN/62
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"written-off"
30/AGO/71 a bordo NAeL "Minas Gerais"
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P-16A
7021
|
750
|
149044
|
04/JAN/62
|
1º
Tracker a pousar no NAeL "Minas Gerais" em 22/JUN/65; convertido
UP-16 em 1981 (manteve designação "P-16" na deriva); estocado
PAMA/SP
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P-16A
7022
|
751
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149045
|
04/JAN/62
|
"written-off"
28/JAN/69 no mar, próximo a BASC
|
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P-16A
7023
|
752
|
149046
|
05/JAN/62
|
convertido
UP-16 em 1987 – estocado PAMA/SP
|
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P-16A
7024
|
753
|
149047
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05/JAN/62
|
convertido
UP-16 em 1975 – estocado PAMA/SP
|
|
P-16A
7025
|
754
|
149048
|
09/JAN/62
|
convertido
UP-16 em 1977 – estocado PAMA/SP
|
|
P-16A
7026
|
755
|
149049
|
10/JAN/62
|
"written-off"
16/ABR/80 a bordo NAeL "Minas Gerais"
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P-16E
7030
|
226C
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152329
|
11/MAR/76
|
"written-off"
13/NOV/95 a bordo NAeL "Minas Gerais", próximo a Torres/RS
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P-16E
7031
|
239C
|
152352
|
11/MAR/76
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"written-off"
06/ABR/88 a bordo NAeL "Minas Gerais",
célula cedida ao PAMA/LS para ensaios e testes |
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P-16E
7032
|
243C
|
152356
|
11/MAR/76
|
preservado
como monumento na BASC em 26/JUN/98
|
|
P-16E
7033
|
270C
|
152801
|
11/MAR/76
|
"written-off"
20/NOV/91 no mar, próximo a BASC, célula cedida para à EMBRAER para
ensaios e testes
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P-16E
7034
|
296C
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152827
|
05/MAR/76
|
estocado
BASC, vendido para a TAM
|
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P-16E
7035
|
302C
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152833
|
05/MAR/76
|
estocado
PAMA/SP
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P-16E
7036
|
305C
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152836
|
05/MAR/76
|
convertido
P-16H – estocado BASC
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P-16E
7037
|
314C
|
152845
|
05/MAR/76
|
preservado
MUSAL 30/DEZ/96
|
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P-16E
7038
|
283C
|
152814
|
1976
|
S-2E
logístico – canibalizado PAMA/SP
|
|
P-16E
7039
|
250C
|
152363
|
12/SET/81
|
S-2E
logístico – canibalizado PAMA/SP
|
|
–
|
309C
|
152840
|
1976
|
S-2E
logístico – canibalizado PAMA/SP
|
|
–
|
235C
|
152348
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04/MAI/84
|
S-2E
logístico – canibalizado PAMA/SP
|
|
–
|
241C
|
152354
|
04/MAI/84
|
S-2E
logístico – canibalizado PAMA/SP
|
|
–
|
257C
|
152370
|
13/MAR/88
|
S-2E
logístico – canibalizado PAMA/SP
|
![]() P-16A FAB 7018, 2º/1º GAE |
![]() P-16 FAB 7024, 1º/2º GAE |
![]() P-16E FAB 7032, 1º/1º GAE |
![]() P-16 FAB 7025, 1º GAE |
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CARACTERÍSTICAS
TÉCNICAS (Grumman P-16A/P-16E Tracker)
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Motor
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(P-16A)
2 motores radiais de 9 cilindros Wright R-1820-82A Cyclone de 360HP,
(P-16E) 2 motores radiais de 9 cilindros Wright R-1820-82C Cyclone de 360HP |
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Envergadura
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(P-16A)
21,23m, (P-16E) 22,13m
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Comprimento
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(P-16A)
12,88m, (P-16E) 13,25m
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Altura
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(P-16A)
4,96m, (P-16E) 5,06m
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Superfície
alar
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(P-16A)
45,1m2, (P-16E) 46,35m2
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Peso
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(P-16A)
7.873Kg, (P-16E) 8.633Kg (vazio)
(P-16A) 11.929Kg, (P-16E) 12.186Kg (máximo) |
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Velocidade
máxima
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(P-16A)
462Km/h, (P-16E) 426Km/h
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Razão
de ascensão
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(P-16A)
505m/min, (P-16E) 548,6m/min
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Teto
de serviço
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(P-16A)
7.010m, (P-16E) 6.705m
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Alcance
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(P-16A)
1.448Km, (P-16E) 1.850Km
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Armamento
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4
cargas de profundidade de 175Kg, 6 foguetes HVAR de 175mm
ou 6 bombas de 113Kg |
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