P - 3     O AVIÃO DE PATRULHA

 

 

 

 

 

 

 

 

Comandante da Aeronáutica acompanha Projeto de modernização do P-3


Ten Brig Saito na fábrica EADS-CASA


         O Tenente-Brigadeiro Saito visitou a Força Aérea de Portugal e da Espanha e presenciou o teste de rodagem do primeiro P-3 modernizado da Força Aérea Brasileira.

         Portugal - No dia 15 de dezembro, o Comandante da Aeronáutica, Tenen te-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, visitou o Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa, em Alfragide Portugal. Acompanhado pelo Comandante da Academia da Força Aérea Portuguesa, Major-General Serôdio Fernandes, a comitiva brasileira composta pelo Chefe do Gabaer, Major-Brigadeiro-do-Ar Azevedo, e pelo Adido Aeronáutico do Brasil em Portugal, Coronel Waldeisio Campos, foi recepcionada pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa, General Luís Evangelista Esteves de Araújo, que proferiu um briefing sobre a Força Aérea Portuguesa.

         Ao fim do briefing, o Tenente Brigadeiro Saito foi condecorado com a Medalha do Mérito Aeronáutico, 1ª Classe. Em seguida, a comitiva se deslocou para o Comando Operacional da Força Aérea (COFA), em Monsanto. No dia seguinte, o Comandante da Aeronáutica seguiu para a Embaixada do Brasil em Lisboa, para a cerimônia de condecoração do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa com a Ordem do Mérito Aeronáutico do Brasil.

         Ao término da cerimônia, a comitiva se dirigiu ao Aeródromo de Trânsito nº 1, onde embarcou em uma aeronave C-212 com destino à Base Aérea nº 11, na cidade de Beja. Em seguida, o Tenente-Brigadeiro Saito e sua comitiva embarcaram em uma aeronave P-3, que realizou uma missão de vigilância marítima.

         Após a visita ao COFA, a comitiva conheceu as instalações da Indústria Aeronáutica de Portugal S.A. (OGMA), responsável pelo desenvolvimento de parte do projeto de modernização da aeronave P-3 Orion da Força Aérea Brasileira. Com capital predominante pertencente à brasileira Embraer e à espanhola EADS-CASA, além de uma pequena parte do capital pertencente ao governo português, coube à OGMA desenvolver alguns sistemas do P-3, como por exemplo, o hidráulico e trem de pouso. Além de acompanhar o anda mento do projeto de modernização do P-3, o Tenente-Brigadeiro Saito também assistiu a uma apresentação da OGMA, conhecendo as demais atividades da empresa que é também responsável pelo suporte completo da aeronave C-130.

         Espanha - No dia 17, a comitiva seguiu para Madrid, onde foi recepcionada pelo General-de-Brigada Eugenio Ferrer Pérez, representante oficial do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Espanhola e pelo Adido do Brasil na Espanha, Coronel Paulo Borba. Acompanhando o processo de modernização do P-3, o Tenente Brigadeiro Saito visitou a fábrica da EADS-CASA em Getafe, próxima a Madri, empresa responsável em dar continuidade ao projeto de modernização da aeronave de patrulha brasileira. No processo de modernização, após o desenvolvimento das células realizado pela OGMA, as aeronaves P 3 são encaminhadas para a espanhola EADS-CASA, responsável pelos sistemas eletrônicos e testes de hangar. Na ocasião, o Comandante presenciou o rollaut (teste de rodagem) do primeiro P-3 brasileiro modernizado. Os visitantes também conheceram a Fábrica da EADS-CASA no Aeroporto de San Pablo, onde são montadas as aeronaves C-295 destinadas à FAB e à Espanha, entre outros países.


(Transcrito do NOTAER nº 1 - 28 jan 2009)



Rollaut do primeiro P-3 brasiliero modernizado



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Preparação para o Recebimento da Aeronave P-3




Equipe, composta por militares do Comando da Aeronáutica, um oficial da Força Aérea Espanhola e representantes da empresa EADS-CASA, fez visita técnica, entre os dias 24 e 28 de abril, no 1º/7º GAv.


O objetivo era assessorar os militares da unidade quanto às necessidades para o recebimento das novas aeronaves P-3AM que serão utilizadas, a partir de 2009, pelo Esquadrão. As instalações já existentes foram analisadas pela comitiva.

Ao todo, 12 aeronaves de patrulha P-3 foram adquiridas e oito estão sendo modernizadas na Europa. O objetivo é dotar a FAB de aviões destinados a executar missões de patrulhamento marítimo e de ataque contra alvos submarinos e de superfície.



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O Primeiro P-3 Já se encontra Na Espanha




O Site do Comando da Aeronáutica publicou a seguinte notícia:


" O primeiro dos 9 aviões P-3 Orion de Patrulha Marítima da FAB que integram o projeto P-3BR de modernização decolou dos Estados Unidos, pousando na Espanha, em Madri, no dia 11 de janeiro, após 15 horas de vôo." 

" A aeronave partiu de Chico, Califórnia, no dia 10 de janeiro e após 7 horas pousou em Bangor, no norte dos Estados Unidos, de onde decolou na manhã seguinte, com destino ao Aeroporto de Getafe, na capital espanhola. " 

" A aeronave terá seus sistemas operacionais e aviônicos modernizados pela empresa espanhola EADS CASA, devendo retornar para o Brasil em dezembro de 2008. " 




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Projeto P-3 BR
Aeronave de Patrulha
Guerra de Superfície Antisubmarino



 

Objetivo do Projeto P-3 BR

“Dotar a FAB de uma frota de aeronaves de patrulha marítima, destinadas a executar missões vinculadas às atividades de vigilância de áreas marítimas e de ataque contra alvos de superfície e submersos.”

Pessoal Envolvido

Para cumprir o objetivo, o Projeto P-3 BR conta com a participação de elementos de, praticamente, todo o Comando da Aeronáutica: Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Comando-Geral do Pessoal (COMGEP), Comando-Geral de Apoio, Departamento de Ensino (DEPENS) e Centro Técnico Aeroespacial (CTA), bem como de representantes das empresas.

Histórico e Previsões

1993

Dezembro

Alerta sobre a iminente desativação dos P-16

1998

Maio

O EMAER define os Requisitos Operacionais

1999

Julho

Ministério da Aeronáutica e EMAER: Decidem pela aquisição de 12 P-3

2000

Março

As aeronaves são adquiridas

Outubro

O EMAER inicia o processo de seleção e modernização

2001

Maio

Entrega do Pedido de Oferta

Julho

Apresentação das Ofertas pelas Empresas

2002

Outubro

Escolha das aeronaves

Novembro

Início das negociações do contrato

2003

Outubro

Contrato acordado

2005

29 de abril

Assinatura do contrato comercial

19 de maio

Assinatura do contrato de financiamento

Julho

TO = Entrada em eficácia do contrato comercial

TO + 1 mês

Ativação da primeira aeronave Previsão: Agosto de 2005

TO + 4 meses

Traslado Tucson-Madri Previsão: Novembro de 2005

TO + 41 meses

Recebimento da Aeronave 1 Previsão: Dezembro de 2008

2009

Aeronaves 2 e 3 (Previsão)

2010

Aeronaves 4, 5 e 6 (Previsão)

2011

Aeronaves 7 e 8 (Previsão)


Características Operacionais

Teto de Serviço

34.400 pés

Tempo ‘on station’ a 1.600 milhas náuticas

5 horas

Velocidade de Busca a 1.000 pés

203 nós

Velocidade de Cruzeiro a 20.000 pés

330 nós

Autonomia

16 horas

Armamento

Mísseis, torpedos, minas,bóias radiosônicas,cargas de profundidade, entre outros.



      Frota Militar de P-3 no mundo

16 (dezesseis) países operam mais de 420 (quatrocentos e vinte) P-3 no mundo.


      Local de Estocagem

As aeronaves estão(avam) estocadas no Aerospace Maintenance and Regeneration Center (AMARC), na Davis-Montham Air Force Base, Tucson - Arizona.

O local possui umidade relativa do ar muito baixa e o solo é de areia de grande granulação; estes fatores possibilitam grande proteção quanto a corrosão e o tipo de areia dificulta a entrada em pequenos orifícios.

Naquele local, em 1998, estavam estocadas mais de 4.800 (quatro mil e oitocentas) aeronaves dos tipos mais variados.

Procedimentos executados - Novembro de 1999
Inspeção Visual Conjunta - Joint Visual Inspection (JVI)
Inspeção visual em ‘logbooks’
Equipe de 3 (três) Oficiais Engenheiros e 3 (três) graduados (inspetores) complementada por técnicos da U.S. NAVY e da LOCKHEED-MARTIN
Oferecidos 34 (trinta e quatro) P-3A
16 (dezesseis) foram depreservados
12 (doze) foram selecionados para compra


Destinação

7 (sete) aeronaves operacionais - Patrulha Marítima, Guerra de Superfície e Anti-submarino;

1 (uma) aeronave para instrução; e

4 (quatro) aeronaves como suprimento (‘spare’).

(Existe, ainda, possibilidade de mais 1 (uma) aeronave operacional.)



Configuração Interna

6 (seis) consoles: COTAT, , RDR/EO, ESM/MAD, ACÚSTICO 1 E ACÚSTICO 2.

Os consoles podem ser configurados de acordo com a missão e preferência do(s) operador(es), para auxílio no cumprimento da missão.

Exemplos:

1 - Em missão onde está previsto maior emprego dos Operadores Acústicos, o COTAT poderá ocupar console entre os consoles ACÚSTICO 1 E ACÚSTICO 2; e

2 - Em missão de Inteligência Eletrônica, o COTAT poderá ocupar console entre os consoles RDR/EO e NAV/COM.

Armamento
Até 8 (oito) cabides no ‘bomb bay’
10 (dez) pontos duros
Preparados para receber:
        HarpoonBlock II
        Torpedo MK 46
         Minas Mk 52, 55, 56
        Cargas de Profundidade MK 82, 83, 84
        Sonobóias Passivas e Ativas


Contrato

O contrato foi realizado com a EADS/CASA que ficará responsável por toda subcontratação que se fizer necessária, como o traslado das aeronaves.



        Extrato retirado da Palestra realizada no INCAER: “Informações referentes às aeronaves P-3 BR - Atualização”. Proferida pelo Ilmo. Sr. WILSON TOMAZ DA SILVA - Ten.-Cel.-Av., Adjunto da Gerência do Projeto P-3 BR, do Subdepartamento de Desenvolvimento e Programas (SDPP), do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento (DEPED).



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      Notícia do P-3 29/04/05



 

FAB oficializa acordo de US$ 722 milhões com Eads-Casa Rio, 29 de Abril de 2005 - Os aviões C-295 vão substituir os antigos C-115 Búfalo, adquiridos na década. Depois de oito anos de negociação, a Aeronáutica oficializa hoje a compra de 12 aviões de transporte C-295 e a modernização de oito aeronaves de patrulha marítima P-3. Os contratos, avaliados em US$ 722 milhões, serão assinados com o consórcio europeu Eads-Casa.

A aprovação do financiamento para os dois projetos, segundo o Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos da Silva Bueno, foi publicada no Diário Oficial, no último dia 26. A operação também já havia sido aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado no começo deste mês. O esquema de financiamento do projeto C-295 e do P-3 será suportado por um consórcio formado pelos agentes financeiros BBVA, Santander Central Hispano e BNP Paribas. O governo da Espanha também dará o seu respaldo a operação por meio do Cesce (Exporet Credit Agency), que propôs prazos de amortização de até 10 anos. A primeira aeronave C-295, segundo a Aeronáutica, será entregue em novembro de 2006 e a última em janeiro de 2009. O primeiro P-3 será entregue em agosto de 2008 e o último em 2010.

A compra do CLX e o projeto PX, de acordo com o chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer), brigadeiro Telles Ribeiro, estão atreladas a uma contrapartida comercial da EADS correspondente a 100% do valor do contrato. A EADS já tem parcerias fechadas com as empresas Varig Engenharia e Manutenção (VEM), Atec, Aeroeletrônica e o consórcio de empresas aeronáuticas HTA. A contrapartida estabelece ainda a realização de convênios científicos entre o Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e o Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (Inta), na Espanha.

Os aviões C-295 vão substituir os antigos C-115 Búfalo, adquiridos na década de 70, nas missões de transporte aéreo logístico, aeroterrestre, lançamento aéreo, evacuação aeromédica, busca e salvamento. O programa CLX, segundo a Aeronáutica, tem uma importância especial para o país por assegurar à Força Aérea Brasileira (FAB) a capacidade de transporte aéreo logístico em apoio ao Programa Calha Norte, ao Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), às diversas organizações militares e às comunidades isoladas localizadas em regiões remotas do país. Seis aeronaves serão destinadas para a base da Aeronáutica em Manaus (AM) e seis para a Base Aérea dos Afonsos, no Rio de Janeiro.

Com o P-3 modernizado, segundo o Brigadeiro Telles Ribeiro, a FAB espera retomar a sua capacidade de vigilância dos sete mil quilômetros de costa marítima e do patrulhamento de 6,4 milhões de quilômetros quadrados, dentro da área oceânica sob a jurisdição brasileira.

A FAB comprou, em 1998, 12 aeronaves P-3 usadas do governo americano a um custo de US$ 800 mil cada. A modernização implicará em um custo adicional de US$ 33 milhões por avião. A Aeronáutica estima que os aviões modernizados terão sua vida útil e operacional estendida por mais 20 anos. A decisão de modernizar a frota de P-3 da FAB, segundo o brigadeiro Telles Ribeiro, não prejudica a indústria nacional, por não envolver a Embraer. "Aeronáutica sempre prestigiou a Embraer e prova disso são os contratos que mantém com a empresa, que somam cerca de US$ 1,5 bilhão." Segundo a Aeronáutica, a Embraer não dispõe neste momento de uma aeronave com as especificações exigidas pela FAB para o patrulhamento marítimo.

O comandante da Aeronáutica disse também que a FAB irá receber a primeira aeronave C-130 Hércules modernizada no próximo mês de junho. Segundo Bueno, dez aeronaves adquiridas da Aeronáutica Militar Italiana (AMI) estão sendo modernizadas pela empresa Astronautics Corporation of América em parceria com a brasileira Avionics Services. O programa foi iniciado em março deste ano e deverá se estender até maio de 2007.

A FAB possui uma frota de 22 C-130. Eles são utilizadas no transporte de carga e de tropas, principalmente na região Amazônica. A diferença do Búfalo para o C-130 é que o primeiro transporta até 4,5 toneladas de carga e voa a 360 km por hora.


(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 4)(Virgínia Silveira)



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      O P-3 agora vem !!!!

 

             As demarches a cerca do Programa de Revitalização das aeronaves P-3 Orion, adquiridas pela FAB , para equipar a Aviação de Patrulha, tiveram no dia 28 de outubro  um desfecho altamente favorável quando ,por ocasião da reunião do Conselho de Defesa Nacional, o mesmo por unanimidade de seus membros ,aprovou a proposta do Ministério da Defesa sobre a matéria. A referida proposta ,consubstanciada em estudos procedidos pelo Comando da Aeronáutica , solicitava dispensa de licitação  para acontratação de serviços de revitalização das referidas aeronaves. A argumentação empregada  , calcada em incontestáveis fatores das reais responsabilidades da FAB, quanto à importancia da vigilância e controle do espaço aéreo

subjacente ao Teatro de Operações Maritimo sob a égide do Brasil , foi fator determinante  para a derrota de manobras de postergação da tomada da decisão mascaradas de um pretenso nacionalismo.

A firme e desassombrada atitude do Comandante da Aeronáutica, apoiada pelo Ministro da Defesa, dirimiu qualquer dúvida à respeito da questão e de sua urgente solução.

A ABRA-PAT  enviou às referidas autoridades os seguintes e-mail:

            Exmo. Sr. Comandante da Aeronáutica Ten.-Brig.-do-Ar Carlos de Almeida Baptista

  
      Sr. Comandante: Foi veiculada pela mídia, a notícia de que na reunião  do Conselho de Defesa Nacional, realizada  em 31 de outubro, foi aprovada,por unanimidade, a dispensa de licitação objetivando a revitalização das aeronaves P-3 Orion, adquiridas pelo Comando da Aeronáutica, para constituir-se no vetor operacional da Aviação de Patrulha.  A firme atitude de V.Excia. em defesa das reais necessidades concernentes à salvaguarda dos interesses brasileiros em relação às atividades desenvolvidas no Teatro de Operações Marítmo e seu controle, o credencia  como o grande artífice do renascimento da Aviação de Patrulha.
 
Como reconhecimento da desassombrada posição de V.Excia, queira aceitar, Prezado Comandante, os cumprimentos da Associação Brasileira de Equipagens da Aviação de Patrulha - ABRA-PAT.
 
               Agora é definitivo -- O P-3 VEM AÍ   !!!!
 
              VIVA A PATRULHA !!!
  
Respeitosas saudações,
 

                          José de Carvalho

                          Presidente da ABRA-PAT

 

 
Excelentíssimo Senhor GERALDO MAGELA QUINTÃO M.D. MINISTRO DA DEFESA
  
        Senhor Ministro
 
    A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EQUIPAGENS DA AVIAÇÃO DE PATRULHA (ABRA-PAT), Sociedade Civil de Direito Privado constituida por Oficiais, Suboficiais e Sargentos reformados, da reserva e da ativa que tripularam aviões de Patrulha durante a Segunda Guerra Mundial e as gerações de tripulantes subsequentes, vem à presença de Vossa Excelência para manifestar sua incontida satisfação ao tomar conhecimento de que o Conselho de Defesa Nacional resolveu isentar de licitação o projeto de revisão e modernização dos aviões P-3.     Em trabalho realizado em outubro de 2001, denominado "POSSÍVEL MODELO DE ATUAÇÃO DA AVIAÇÃO DE PATRULHA DA FAB", cuja cópia tivemos a ousadia de encaminhar à Vossa Excelência, a ABRA-PAT projetou um cenário que abrange uma faixa de duzentas milhas de nosso território litorâneo, nossas águas territoriais, nossa Zona Econômica Exclusiva (ZEE) prolongando-se até o litoral dos paises africanos que se defrontam com o Brasil. Esse cenário foi por nós analisado, entre outros, sob os aspectos Institucionais, Históricos, Geo-Políticos e Operacionais.     Concluimos que um possivel modelo de atuação da Aviação de Patrulha da FAB deveria considerar a vigilância sistemática, de carater dissuasório, sobre o Atlântico Sul, o que é inviavel com os atuais aviões P-95.     Acompanhamos, pelo noticiário, as etapas do processo e a superação de várias dificuldades, mas também observamos a maneira  serena, firme e objetiva com que Vossa Excelência conduziu as ações do Ministério da Defesa superando, inclusive, um pseudo nacionalismo apresentado, movido por interesses comerciais, em detrimento das verdadeiras necessidades de Segurança Nacional.     Queira aceitar, Senhor Ministro, além de nossos sinceros agradecimentos, nossos efusivos protestos de admiração e respeito.
 
                                                        Atenciosamente 
  
                                                        JOSÉ DE CARVALHO                                                       Presidente da ABRA-PAT

Face aos acontecimentos, nossa Associação está convicta de que mais um e decisivo passo foi dado para o renascimento  da nossa Aviação de Patrulha ,que voltará a desempenhar  o seu glorioso papel na defesa e preservação de nossa integridade e interesses.


 VIVA A PATRULHA !!!!


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FAB escolhe empresa para modernizar o P-3


São José dos Campos, 18 de março de 2002 - Embraer não participa da licitação e apresenta seu projeto de avião para patrulha marítima, o P-99

A primeira semana de abril será decisiva para as empresas que disputam o contrato de modernização da frota de aviões de patrulha marítima P-3 Orion, da Força Aérea Brasileira (FAB). Avaliado em US$ 300 milhões, o processo de seleção para o projeto P-3 BR, como foi batizado, inicia a partir do próximo mês a fase de apresentação da última e melhor oferta.

O programa P3-BR envolve a participação das empresas internacionais Galileo Aviônica, da Itália, o consórcio francês-espanhol EADS/CASA e a norte-americana Lockheed Martin, fabricante original do P-3. A FAB vai modernizar oito aeronaves, de um total de 12 que foram compradas de segunda mão, dos Estados Unidos, em abril de 2000. Cada aeronave teve um custo médio de US$ 1 milhão.

A Embraer foi convidada pela FAB para participar do processo de seleção do P-3 BR, mas recusou o convite. O vice-presidente para o Mercado de Defesa da Embraer, Romualdo Monteiro de Barros, diz que a empresa desenvolve um avião similar, o P-99, para operações de patrulha marítima, que poderia ser adquirido pela FAB, como opção a modernização do P-3.

Barros disse que a Embraer recusou participar do P-3 BR porque não seria ético por parte da empresa. "Não fabricamos o P-3 e não somos fornecedores de sistemas de modernização de aeronaves usadas." A modernização, pela Embraer, de 50 aeronaves usadas F-5 da FAB, segundo Barros, tem peculiaridades diferentes. O F-5 é um programa ligado ao ALX, aeronave de treinamento militar desenvolvida pela Embraer para a FAB. O F-5 e o ALX terão os mesmos sistemas eletrônicos e de aviônica. É uma conseqüência natural do desenvolvimento do ALX para a FAB.

A oferta da Embraer foi avaliada, segundo informou o Centro de Comunicação do Comando da Aeronáutica em fax enviado a este jornal. Mas concluiu-se que o avião da empresa "não atendia aos requisitos técnicos e às necessidades operacionais definidas para este tipo de missão. Além de preço desconhecido, o P-99 ainda é um projeto em desenvolvimento que exige um tempo prolongado para sua completa maturação".

Segundo a FAB, "os riscos temporais e técnicos associados ao projeto podem comprometer metas operacionais que envolvem os interesses de segurança do País". A Aeronáutica diz que precisa de uma solução de curto prazo, dada a urgência de proteção da costa brasileira, que ficou fragilizada com a desativação dos antigos P-16, há mais de seis anos.

O comando da Aeronáutica disse que o programa de revitalização da Força Aérea Brasileira aprovado pelo governo federal não contempla a aquisição de um avião de patrulha novo, mas sim a modernização de equipamentos já existentes no acervo da FAB. A escolha do P-3, segundo a Aeronáutica, foi feita porque a aeronave tem uma capacidade testada que responde aos requisitos de uma missão de patrulha marítima, guerra de superfície (antinavios) e de guerra anti-submarino.

"Modernizar os aviões é mais barato do que adquirir novos para a missão de patrulha marítima. Apesar de antigo o P-3 é um avião muito resistente e com uma autonomia de vôo suficiente para ficar 18 a 20 horas em operação sem reabastecimento", comenta Reinaldo Peixe Lima , diretor da EADS-CASA no Brasil, uma das concorrentes do programa P-3 BR. A EADS é uma das sócias européias da Embraer.

A EADS-CASA, segundo Peixe Lima, também produz uma família de aviões de transporte de carga que pode ser adaptada para missões de patrulha marítima. "A Força Aérea da Espanha, porém, preferiu modernizar sua frota de P-3 que já é um avião tradicional e desenvolvido especificamente para as operações de patrulha marítima e guerra anti-submarina". Os sistemas eletrônicos, de radares, aviônica e motores do P-3 da Espanha, segundo o diretor, serão fornecidos pela EADS/CASA.

"O ERJ 145 da Embraer é um excelente avião e um sucesso de vendas como aeronave de transporte comercial e que também foi adaptado para as operações de vigilância aérea do Sivam", afirma a Aeronáutica. Como avião de patrulha marítima e guerra anti-submarino, no entanto, segundo a FAB, o P-99 apresenta desvantagens técnicas em relação ao P-3.

Segundo a FAB, a Embraer propôs incorporar soluções que "representam elevado risco técnico, além de agregar significativos custos ao preço final do avião". Independente do P-3, a Aeronáutica diz que ao longo dos anos tem sido a maior incentivadora da indústria aeronáutica nacional. Como exemplo, cita os programas do Bandeirante (o primeiro avião brasileiro desenvolvido pela Embraer quando era uma estatal), o caça AMX, o projeto do novo avião de treinamento avançado ALX, os aviões da FAB no Sivam e a modernização do F-5, que é coordenada pela Embraer.

Segundo Romualdo Monteiro de Barros, a Embraer apresentou uma proposta de venda do avião P-99, mas a FAB não deu uma resposta definitiva que apontasse deficiências do projeto. "A nossa oferta original ainda está sendo avaliada. Não fizemos uma segunda proposta revisada", disse. Barros preferiu não comentar as críticas feitas ao projeto do P-99. "Somos parceiros históricos da FAB."

(Gazeta Mercantil/Página A4)(Virgínia Silveira)



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P-3BR NA ALEMANHA E ITALIA



A Revista Força Aérea Nº 28, ano 7 relativa a set./out./nov. 2002 publicou a seguinte notícia:


" No dia 26 de julho, a Lockheed Martin apresentou uma proposta em atenção ao MPA-R (Maritime Patrol Aircraft-Replacement - Aeronave de Patrulha Marítima -Substituta), um programa conjunto da Alemanha e da Itália. Avaliado em aproximadamente US$3 bilhões, o MPA-R compreende o fornecimento de 10 aeronaves para a Marineflieger e outros 14 para a Aeronautica Militare Italiana. As novas aeronaves de patrulha substituirão os Breguet Br. 1150 Atlantic usados por aquelas duas armas desde o início da década de 70. A proposta da Lockheed Martin engloba o fornecimento de 24 células inteiramente novas do P-3C, as quais incorporam todas as modificações e modernizações aplicadas aos Orion hoje em uso nos esquadrões de patrulha da United States Navy." 



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