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O Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAv.) previsto pelo
Aviso Reservado Nº 31 de 08 de novembro de 1947, é a Unidade Aérea do Comando da Aeronáutica que tem por finalidade capacitar suas
Equipagens e Equipes de Manutenção para executarem as Missões das Tarefas Operacionais de Interdição e Apoio ao Combate, determinadas
pelo Comando da II FAe
O 1º/7º GAv. é subordinado operacionalmente ao Comandante da Segunda Força Aérea e
administrativamente ao Comandante da Base Aérea de Salvador.
O 1º/7º GAv. tem sede em Salvador, no Estado da Bahia
O 1º/7º GAV foi ativado, com equipagens e equipamento do 2º Grupo de Bombardeio Médio.
Ao 1º/7º GAV é atribuída a missão de esclarecimento marítimo, protegendo os direitos
do Brasil nas suas 200 milhas de mar territorial. O esquadrão participa de vários exercícios, tais como BALÉIA, TROPICALEX II, UNITAS XXXI,
com outras unidades da FAB, da Marinha do Brasil e outras forças de nações amigas, de forma a manter a sua eficiência operacional. Em tempos
de guerra, sua missão consiste em Detectar, Localizar, Identificar e Neutralizar alvos inimigos, perpetuando assim a tradição da Aviação de
Patrulha da FAB.
O esquadrão operou diferentes aeronaves em sua existência, incluindo o NA B-25 Mitchell,
Lockheed PV-1 Ventura, Lockheed PV-2 Harpoon, Lockheed P-15 Neptune and EMBRAER P-95 Bandeirulha.
Atualmente, o esquadrão opera o EMBRAER P-95B Bandeirulha, equipado com um radar ASW SUPERSEARCHER.
O P-95B pode ser armado com foguetes HVAR-5, SBAT-127 e 4 pods LM70/7 sob as asas.
Os P-95Bs do 1º/7º GAV são batizados com nomes de aves marítimas, como por exemplo os P-95B
s/n 7100 "Atobá", 7101 "Batuira", 7102 "Cormorão", 7103 "Flamingo", 7104 "Fragata", 7105 "Guará", 7106 "Jaçanã", 7107 "Maguarí", 7108 "Socó".
O esquadrão tem como sede a Base Aérea de Salvador desde a sua ativação, a qual tem uma longa
conexão com a Aviação de Patrulha da FAB, datando de 1942, quando aviões A-28 Hudson de um grupo de patrulha foi lá sediado. O 1º/7º GAV é portanto herdeiro do heroísmo das tripulações da Aviação de Patrulha sediadas no nordeste do Brasil durante a IIª GM.
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Segundo a
cultura africana, ORUNGAN, filho de AGANJU (a terra firme)
e YEMANJÁ (a água), é o último dos personagens míticos da árvore
genealógica das divindades africanas e representa o AR. Apaixonando-se
pela mãe, passa a persegui-la, vindo a provocar-lhe uma queda e, em
conseqüência disso, a sua morte e o nascimento dos outros deuses africanos
(ORIXÁS) gerados por ela. "Como a imagem descrita deixa
bem claro, vislumbei a mesma perseguição do elemento AR ao elemento
ÁGUA contida na lenda. Desta forma, o AR (ORUNGAN)
seria nossos aviões de patrulha marítima, o elemento perseguidor e os
navios de guerra, pertecentes ao ambiente líquido, a ÁGUA (YEMANJÁ),
o elemento perseguido", descreve o autor do símbolo Mário Cravo.
O símbolo do
1°/7° Grupo de Aviação possui o formato de um escudo francês, tendo em
sua parte superior direita o sabre alado em amarelo ouro representando
a Força Aérea Brasileira. Ainda na parte superior encontra-se o nome do
Esquadrão retirado da cultura africana fortemente ligado às tradições
e crenças típicas da Bahia (na cor preta).
Ao centro, está representado a figura de Orungan , que se assemelha a
uma águia vermelha, uma espécie de fênix agressivo e poderosa com uma
série de braços que sugere a multiplicidade de ações da Aviação de
Patrulha (Busca, Detecção, Localização e Destruição) e que,
coroada demonstra soberania inerente a sua estirpe divina.
Ao seu redor está o verde-amarelo reprentando o Brasil, juntamente com
o azul anil de nossos céus tendo a descrição numérica do Esquadrão
de Patrulha da Força Aérea Brasileira na parte superior e Orungan
na parte inferior.
O fundo de todo o símbolo está em branco reforçando a idéia do elemento
AR, área de atuação da Unidade Aérea, e é margeado pelo amarelo
ouro.
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1º/7º GAv
ENCONTRO DE GERAÇÕES DE PATRULHEIROS EM SALVADOR
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O Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAV),
também conhecido como Esquadrão Orungan, sediado na BASV, organizou
entre os dias 5 e 6 de abril, o XV Ageum de Olimpus.
Este evento tem como finalidade comemorar o Batismo de Fogo do Esquadrão
Orungan, ocorrido no dia 5 de abril de 1943, quando o então Ten. Ivo
Gastaldoni, à bordo de uma aeronave A-28 Hudson, bombardeou e
afundou um submarino inimigo localizado no través de Aracaju, durante
a 2ª Guerra Mundial.
A comemoração reuniu além dos atuais integrantes, vários ex-integrantes
do 1°/7° GAV, proporcionando dessa maneira que diversas gerações
de patrulheiros trocassem experiências vividas, discutissem sobre a
situação atual da Aviação de Patrulha, bem como o seu futuro,
e principalmente, mantivessem acesa a chama das tradições desse esquadrão
cinqüentenário.
“É uma honra para mim, como novo patrulheiro, conhecer pessoalmente
o Maj.-Brig. Ivo Gastaldoni –– a lenda viva da Patrulha”, comentou o
2° Ten.-Av. Trope, oficial recém-chegado ao 1°/7° GAV.
Como parte do evento, foram sagrados como novos Olimpus, os seguintes
Primeiros Pilotos de Patrulha: Cel.-Av. Ref. Osmar de Souza Machado,
Ten.-Cel.-Av. Ronald Fleming Gonzaga ( atual comandante do 1°/7° GAV)
e o Cap.-Av. Claudionei Lima Quaresma. Foram declarados como Olimpus
Honorário, os seguintes militares: Cel.-Av. R/R José de Carvalho, Cel.-Av.
R/R Januário Sawczuk e o Maj.-Esp.-Av. Ref. Jorge Gomes Pinto. “Sinto-me,
neste instante, extremamente feliz, honrado e grato ao Esquadrão Orungan
por este reconhecimento, que guardarei com muito orgulho em meu coração”–
comentou emocionado o Major Gomes Pinto.
Esteve presente ao evento o Comandante da II FAE, Brig.-do-Ar
Carlos Alberto Pires Rolla, que pôde constatar o imenso amor dos pilotos
de patrulha à sua eterna Unidade Aérea e, também, a grande atenção e
o valor que o Esquadrão Orungan destina ao simbolismo e às tradições
da Força Aérea Brasileira.
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HiSTÓRIAS DO 1º/7º GAv
DESFILE AÉREO DE 7 DE SETEMBRO DE 1959
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Na semana anterior ao “Dia da Pátria” recebeu o 1º/7º GAv
a missão de deslocar o Esquadrão para o Rio de Janeiro a fim de integrar
o “Desfile Aéreo” que se realizaou na então, capital da República,
juntamente com aeronaves de diversos Esquadrões e Grupos da FAB.
O 1º/7º GAv iria apresentar seus aviões P-15 (Netuno),
pela primeira vez ao povo brasileiro. Eram aeronaves modernas e bem equipadas
que recentemente haviam passado a integrar a Aviação de Patrulha da
FAB.
O Esquadrão e a Base Aérea de Salvador trabalhavam arduamente
no preparo desse deslocamento. Deveriam participar do “Desfile Aéreo”
com 12 aeronaves P-15. Isso parecia impossível devido à deficiência
de suprimento e problemas de manutenção existentes. O desafio era de que
o 1º/7º GAv deveria participar no Rio, no mínimo, com 9 aeronaves.
Oficiais e subalternos sabiam que as dificuldades eram enormes,
mas teriam de ser superadas. Só admitiam cumprir a missão recebida, qualquer
que fosse o sacrifício exigido. O Esquadrão executou o deslocamento para
o Rio (BAe do Galeão) com 10 aeronaves P-15, que lhe dava
a possibilidade de uma formatura com 9 aviões, contando ainda também com
um avião reserva, caso houvesse problema com qualquer uma das aeronaves
envolvidas no “Desfile”.
As tripulações do 1º/7º GAv já se sentiam sobrevoando a Av.
Presidente Vargas, com seus P-15 orgulhosamente integrando o “Desfile
Aéreo”. A Parada Militar no rio, sempre era uma grande festa: homens,
mulheres e crianças estariam agitando bandeiras brasileiras, como uma
forma simples e patriótica de demonstrar seu amor ao Brasil, em sua data
magna.
O início desse magnifico espetáculo dependia apenas da difícil decisão
que cabia à autoridade máxima da FAB, responsável pelo “Desfile Aéreo”.
As condições meteorológicas reinantes não eram boas: teto baixo, pouca
visibilidade e chuva contínua na área. Todos queriam participar do evento,
entretanto, estavam conscientes de que a decisão não poderia comprometer
a segurança das aeronaves envolvidas e a grandiosidade do espetáculo.
As tripulações já se encontravam junto às suas aeronaves. Sentia-se
no ar um sentimento de frustração. O “Desfile Aéreo” corria
o sério risco de ser cancelado. Os tripulantes se entreolhavam, como que
perguntando: “Tanto esforço, tanto trabalho, tanto entusiasmo”. Teria
sido em vão? Haveria alguma compensação? Todos sentiam que alguma coisa
aconteceria, mesmo que fosse cancelado o “Desfile Aéreo”.
A ordem do cancelamento foi dada às 09:15hs, juntamente com a liberação
de todas as aeronaves regressarem às suas unidades.
Em virtude do cancelamento do “Desfile Aéreo” no Rio,
o Comandante decidiu que o 1º/7º GAv faria a sua apresentação na
Parada Militar de Salvador cumprindo a missão que lhe fora atribuída,
mudando apenas o local da apresentação do Rio, para Salvador.
Imediatamente foi dada a ordem a todo o Esquadrão.
Tripulações a postos para decolagem imediata cumprindo NPA
do Esquadrão para deslocamentos em vôo IFR com decolagens a cada
30 segundos. As aeronaves iriam fazer um vôo direto Rio – Ilhéus, fora
de aerovia, em regime máximo contínuo.
O 1º/7º GAv tinha pressa de chegar
a Salvador. O Esquadrão se reuniria sobre Ilhéus e prosseguiria com seus
aviões em formatura até a cidade de Salvador.
A intenção do Comandante era que o Esquadrão participasse
da Parada Militar do “Dia da Pátria” antes do seu encerramento.
O 1º/7º GAv sobrevoou com seus P-15 em formação a
Av. 7 de Setembro, encerrando a Parada Militar com um magnífico desfile.
Foram feitas três passagens aéreas: a primeira com o Esquadrão em formatura;
a segunda em Esquadrilha e a última em vôo razante individual, encerrando
com chave de ouro a Parada Militar de 7 de Setembro de 1959.
Após a última passagem cada aeronave sobrevoou
o Farol da Barra, prosseguindo para o pouso na BAe de Salvador.
As tripulações sentiam-se realizadas. Haviam cumprido com êxito
a missão recebida. Haviam apresentado seus modernos aviões de patrulha
ao Brasil.
O 1º/7º GAv estava de parabéns. O esforço, o trabalho, a
dedicação e tudo mais que fora exigido de todos, no cumprimento da missão,
havia sido regiamente recompensado.
Foi uma demonstração inequívoca na qual o
Esquadrão (ORUNGAN) provou estar sempre pronto para cumprir qualquer
missão recebida.
O final foi feliz. Reinava entre todos uma grande alegria e satisfação
pelo dever cumprido. Havia sido dada a volta por cima.
Parabéns pela garra e feito glorioso do 1º/7º GAv – Esquadrão
ORUNGAN, orgulho da Aviação de Patrulha da FAB.
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